OS LUSÍADAS
Três planos narrativos:
1. a história da viagem de Vasco da Gama e seus marinheiros à Índia: ação central do poema, o feito heróico celebrado pelo poeta;
2. a história de Portugal, chegando até a época da viagem e antecipando acontecimentos posteriores a ela: imbrica-se em 1, Vasco da Gama relata ao rei (Melinde) do lugar, uma região da costa oriental da África, a história de seu país até o início da Viagem e antecipa alguns fatos que viria acontecer depois da viagem;
3. a história dos deuses que, como forças do destino, tramam e destramam a sorte daqueles bravos portugueses que enfrentam perigos e inimigos desconhecidos para ampliar as fronteiras de seu reino e de sua religião: corresponde à presença da mitologia greco-latina no poema.
Função dos deuses: para o poeta, o mais elevado objetivo do corajoso empreendimento português era alargar as fronteiras da fé católica e ampliar o poderio da civilização da Europa, representada pelo Império Português. Os lusitanos estariam a serviço da Religião e do Rei de Portugal. Portanto, é contraditório a mitologia pagã presente no texto. Porém, os deuses são centrais e estruturais, ou seja, sem eles a ação do poema perderia a sua mola e o elenco de personagens ficaria sem suas melhores figuras.
Ideologia: outra contradição. Camões justifica a guerra que o povo português deve empreender, mas é humanista, que, por princípios, se opunha à guerra. No entanto, no contexto do poema, o poeta deixa explícito o objetivo de estender os limites do Cristianismo e da civilização ocidental, sob o domínio do rei de Portugal. Um triplo objetivo: religioso, humanístico e nacional.
Monumento lingüístico e literário:
· versos decassílabos clássico: medida nova. Heróico (os acentos incidem na sexta e décimas sílabas).
As-ar-mas-e os-ba-RÕES-a-ssi-na-LA-dos
· estrofe é oitava rima ou oitava real, conjunto de oito versos em que os seis primeiros têm duas rimas (A e B), dispostas alternadamente (ABABAB), e os dois últimos são emparelhados por uma terceira rima (C).
· As sonoridades são valorizadas pela incidências dos acentos que ressaltam rimas internas.
No mais interno FUNDo das FUNDas
Cavernas altas, ONDE o mar se escONDE.
1. a história da viagem de Vasco da Gama e seus marinheiros à Índia: ação central do poema, o feito heróico celebrado pelo poeta;
2. a história de Portugal, chegando até a época da viagem e antecipando acontecimentos posteriores a ela: imbrica-se em 1, Vasco da Gama relata ao rei (Melinde) do lugar, uma região da costa oriental da África, a história de seu país até o início da Viagem e antecipa alguns fatos que viria acontecer depois da viagem;
3. a história dos deuses que, como forças do destino, tramam e destramam a sorte daqueles bravos portugueses que enfrentam perigos e inimigos desconhecidos para ampliar as fronteiras de seu reino e de sua religião: corresponde à presença da mitologia greco-latina no poema.
Função dos deuses: para o poeta, o mais elevado objetivo do corajoso empreendimento português era alargar as fronteiras da fé católica e ampliar o poderio da civilização da Europa, representada pelo Império Português. Os lusitanos estariam a serviço da Religião e do Rei de Portugal. Portanto, é contraditório a mitologia pagã presente no texto. Porém, os deuses são centrais e estruturais, ou seja, sem eles a ação do poema perderia a sua mola e o elenco de personagens ficaria sem suas melhores figuras.
Ideologia: outra contradição. Camões justifica a guerra que o povo português deve empreender, mas é humanista, que, por princípios, se opunha à guerra. No entanto, no contexto do poema, o poeta deixa explícito o objetivo de estender os limites do Cristianismo e da civilização ocidental, sob o domínio do rei de Portugal. Um triplo objetivo: religioso, humanístico e nacional.
Monumento lingüístico e literário:
· versos decassílabos clássico: medida nova. Heróico (os acentos incidem na sexta e décimas sílabas).
As-ar-mas-e os-ba-RÕES-a-ssi-na-LA-dos
· estrofe é oitava rima ou oitava real, conjunto de oito versos em que os seis primeiros têm duas rimas (A e B), dispostas alternadamente (ABABAB), e os dois últimos são emparelhados por uma terceira rima (C).
· As sonoridades são valorizadas pela incidências dos acentos que ressaltam rimas internas.
No mais interno FUNDo das FUNDas
Cavernas altas, ONDE o mar se escONDE.
Síntese da narrativa:
Canto I: depois de anunciar o assunto do poema (proposição), pedir inspiração às ninfas do rio Tejo (invocação) e dedicar o poema ao rei, D.Sebastião (dedicatória), o poeta inicia a narrativa in media res (expressão latina que quer dizer “no meio do assunto”), quando os portugueses já estão avançados na viagem, tendo passado o Cabo das Tormentas. Primeiro concílio dos deuses. Baco é contrário aos portugueses. Vênus e Marte defendem os portugueses.
Canto II: Armadilhas de Baco em Moçamba. Intervenção de Vênus. Chegada em Melinde.
Canto III: Vasco da Gama relata ao rei de Melinde a história portuguesa desde sua fundação. Episódio de Inês de Castro.
Canto IV: prossegue a narrativa até o momento em que D. Manuel encarrega Vasco da Gama de organizar uma expedição para o descobrimento marítimo para a Índia. Episódio do Velho de Restelo.
Canto V: destaca-se os relatos de alguns aspectos notáveis da viagem. Episódio do Gigante Adamastor: trecho do Cabo das Tormentas, mas também um ser palpitante de desejo amoroso, apaixonado pela ninfa Tétis, que o rejeita e o humilha. Exprime a força do amor cósmico, que move o mundo. Encerra-se a metade da obra, louvando a poesia e lamentando o descaso de seus compatriotas por ela.
Canto VI: os portugueses seguem viagem. Episódio dos Doze de Inglaterra. Segundo concílio dos deuses. Chegada a Calecut, na Índia.
Canto VII: o poeta cumprimenta os portugueses por seu grande feito e contrapõe aos demais povos da Europa, que se guerreavam uns aos outros. Relato do contato com a terra (descrição da Índia). Os portugueses são recebidos pelo catual (O samorim).
Canto VIII: Paulo da Gama, irmão de Vasco, apresenta uma galeria de grandes heróis portugueses. Consideração sobre o poder corruptor do dinheiro.
Canto IX: partida de volta dos portugueses. Parada na Ilha Namorada ou Ilha dos Amores, ilha paradisíaca habitada por deusas e ninfas. Caráter simbólico da Ilha dos Amores, que representa, na forma de elevação ao mundo divino, a imortalidade que os portugueses tinham conquistado, graças à fama de seus grandes feitos.Canto X: banquete de Tétis aos portugueses, onde as ninfas cantam profecias sobre os feitos de Portugal posteriores à viagem de Vasco da Gama. Tétis mostra a Vasco a máquina do mundo, algo como uma miniatura do universo que simboliza a conquista do conhecimento. Aponta as regiões do mundo onde os portugueses obteriam grandes glórias. Camões encerra o poema (epílogo) lamentando o estado de decadência do país e conclamando novamente o rei a uma grande empresa de salvação nacional.
Canto I: depois de anunciar o assunto do poema (proposição), pedir inspiração às ninfas do rio Tejo (invocação) e dedicar o poema ao rei, D.Sebastião (dedicatória), o poeta inicia a narrativa in media res (expressão latina que quer dizer “no meio do assunto”), quando os portugueses já estão avançados na viagem, tendo passado o Cabo das Tormentas. Primeiro concílio dos deuses. Baco é contrário aos portugueses. Vênus e Marte defendem os portugueses.
Canto II: Armadilhas de Baco em Moçamba. Intervenção de Vênus. Chegada em Melinde.
Canto III: Vasco da Gama relata ao rei de Melinde a história portuguesa desde sua fundação. Episódio de Inês de Castro.
Canto IV: prossegue a narrativa até o momento em que D. Manuel encarrega Vasco da Gama de organizar uma expedição para o descobrimento marítimo para a Índia. Episódio do Velho de Restelo.
Canto V: destaca-se os relatos de alguns aspectos notáveis da viagem. Episódio do Gigante Adamastor: trecho do Cabo das Tormentas, mas também um ser palpitante de desejo amoroso, apaixonado pela ninfa Tétis, que o rejeita e o humilha. Exprime a força do amor cósmico, que move o mundo. Encerra-se a metade da obra, louvando a poesia e lamentando o descaso de seus compatriotas por ela.
Canto VI: os portugueses seguem viagem. Episódio dos Doze de Inglaterra. Segundo concílio dos deuses. Chegada a Calecut, na Índia.
Canto VII: o poeta cumprimenta os portugueses por seu grande feito e contrapõe aos demais povos da Europa, que se guerreavam uns aos outros. Relato do contato com a terra (descrição da Índia). Os portugueses são recebidos pelo catual (O samorim).
Canto VIII: Paulo da Gama, irmão de Vasco, apresenta uma galeria de grandes heróis portugueses. Consideração sobre o poder corruptor do dinheiro.
Canto IX: partida de volta dos portugueses. Parada na Ilha Namorada ou Ilha dos Amores, ilha paradisíaca habitada por deusas e ninfas. Caráter simbólico da Ilha dos Amores, que representa, na forma de elevação ao mundo divino, a imortalidade que os portugueses tinham conquistado, graças à fama de seus grandes feitos.Canto X: banquete de Tétis aos portugueses, onde as ninfas cantam profecias sobre os feitos de Portugal posteriores à viagem de Vasco da Gama. Tétis mostra a Vasco a máquina do mundo, algo como uma miniatura do universo que simboliza a conquista do conhecimento. Aponta as regiões do mundo onde os portugueses obteriam grandes glórias. Camões encerra o poema (epílogo) lamentando o estado de decadência do país e conclamando novamente o rei a uma grande empresa de salvação nacional.
